Durante o século XIX, o ponto mais oriental da ilha da Madeira foi palco de alguns naufrágios, devido às fortes correntes marítimas do mar da Travessa, e também pela falta de visibilidade que ali se fazia sentir.
Foi o naufrágio do navio a vapor inglês SS Forerunner, que levou as autoridades britânicas a reivindicarem a existência de um farol naquele local. De acordo com periódico “A Ordem”, o navio vindo de África, chegou no dia 24 de outubro de 1854 à Madeira, trazendo a bordo muitos oficiais do exército britânico e ainda o governador da Serra Leoa. No dia seguinte, deixou o Funchal pelas 5 horas da tarde, em direção à Ponta de São Lourenço. Por “descuido ou inexatidão de cálculo”, o navio embateu num baixio, conhecido hoje em dia como Baixa da Badajeira, e afundou-se de imediato, vitimando 14 das 37 pessoas a bordo.
Apesar das pressões colocadas pelos ingleses, só em 1867 é que a construção do farol se iniciou do Ilhéu de Fora. Dois anos depois, o farol ficou concluído, sendo que começou a funcionar no ano seguinte, em 1870.
Projeto Ecos Machico
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