Ecossítio Pico do Facho... a única “Vigia de Facho” que chegou aos nossos tempos!
Reza a história que os moradores de Machico faziam pequenas fogueiras para alertar a população para a proximidade de invasões de corsários. Estas fogueiras eram feitas com “… (…) montinhos de pinhas crepitantes, (…) que as raparigas andaram em longa faina pela serra para as poderem reunir”.
Reconhecido como um método eficaz, o Governador D. Diogo Pereira Forjaz Coutinho apresentou uma nova forma de organização desta comunicação por sinais óticos através de um regimento para o arquipélago. Neste regimento, foi planeado uma linha visual de comunicação que ligava o Pico do Facho, no Porto Santo, com o Pico de Facho de Machico, o Pico da Água (Caniço), o Pico da Cruz (São Martinho) e Cabo Girão (Câmara De Lobos) – “E o vale tremia todo em cintilações e espasmos de luz, num aspeto deslumbrante.”
Um dos rituais mais emblemáticos da história das invasões de corsários, continua a ser recriado desde 1903 de forma comunitária na freguesia de Machico. Este é agora reconhecido como gesto de agradecimento pela proteção divina.
Os fachos materializam ícones religiosos como as cruzes, o cálice, os peixes, os barcos (caravelas e a traineira) e, são feitos com recurso a materiais como: arame, pregos, óleo queimado e bolas de algodão (desperdício).
Projeto Ecos Machico
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